Desculpe-me
o senhor que é autoridade, mas que mulher gostosa é essa? E ainda tem gente que
me pergunta por que eu me meti com ela, só porque é casada não é motivo para
que de vez em quando ocorram uns amasso entre cliente e funcionário, eu sei que
ela gosta do meu serviço, da maneira em que eu mexo o cano e ajeito firme para
que não ocorra nenhum vazamento, é que eu sou encanador sabe sua autoridade, e
quando tem um pedido da dona Camila eu me boto na frente e peço para o patrão
me dá esse serviço, apesar de que de vez em quando ela mesma me escolhe, e faço
direitinho, na verdade eu sempre deixo alguma coisa mal feita para que ela
sempre possa me chamar, mas já teve vezes em que ela mesma mexeu em um
encanamento ou outra para arrumar desculpa para um chamego comigo.
Mas
falando daquela tarde, quase cinco em ponto, ela ligou para a empresa onde eu
trabalho e exigiu meu serviço, o padrão me chamou e me disse que era o último daquele
dia, e que depois eu poderia ir para casa, então dava para ficar até altas
horas chifrando o seu Márcio, já que o coitado do corno sempre passa as noites
de sexta-feira na emprese ajeitando uma papelada ou outra.
Eu
sabia que seu Marcio é um homem importante, um advogado dono de uma empresa de
advocacia que faz sucesso no mercado, a Veloso Advogados, casou com Camila
quando ela tinha apenas 21 anos de idade, mas depois de 10 anos de casamento
parece que o velho não aguenta mais segurar todo aquele avião que guarda em
casa, por isso afirmo dizer que ele tem uma parcela de culpa.
Então
eu fui, ajeitei a maleta de ferramentas, levando sempre à ferramenta extra,
coloquei no carro da empresa e dirigi até a casa da senhora. Só de pensar em
navegar naquele corpo formoso e alisar aquelas curvas perigosa, a ferramenta
extra já começou a se preparar pra ação, mas para não colocar o carro na frente
dos bois, eu sempre a guardo e espero o momento exato para usa - lá.
A
casa dela não era longe, logo cheguei, sai do carro, peguei a maleta e avisei
ao porteiro que recebeu ordens para me permitir entrar. Assim que entrei na
residência, a dona que estava com um vestido justo bem decotado e que deixava
às belas coxas a vista me mostrou onde estava o defeito do encanamento, era na
pia da cozinha, perguntei se tinha gente na casa, ela disse que não, que os
filhos estavam com a avó, que só nós dois estávamos ali, naquele casarão.
Então
comecei a mexer em uma coisa ou outra no encanamento, que por sinal é muito mal
feito, e sem querer, mentira, foi querendo mesmo que eu deixei jorrar água para
cima de mim, eu tinha que encontrar um pretexto para deixar meu tanquinho à
mostra, pois a ferramenta extra estava me deixando louco. Ela levou um susto
com tanta água que saio do cano, mas logo começou a me enxugar com uma toalha
que estava por perto, de início foi o rosto, mas logo depois foi o resto do
corpo.
Eu
inventei uma desculpa sobre o acidente com o cano, eu disse que havia me
esquecido de fechar o registro, ela me respondeu:
-
Sem problemas.
Comecei
então a baixar o macacão que eu estava usando até a cintura, era para apressar
logo as coisas, eu estava doido para ir pra cama e navegar naquele mar
prazeroso que o marido, pensava eu naquele tempo, não dava conta. Ela começou a
enxugar meu peitoral musculoso e mim levou para o seu quarto. Eu perguntei do
encanamento, ela me respondeu que o segurança resolvia
Afirmo
sim dizer que faz mais de dois anos que chiframos seu Márcio, ela me conhecia
muito bem, sabia que eu gostava de mulheres casadas e seu marido não estava
conseguindo pilotar o avião como ela dizia, então decidiu ir atrás de outro
piloto, e por sorte me achou.
Eu
ansioso entrei no quarto dela, abaixei o macacão por completo e deixei à
ferramenta a mostra, pronta para entrar em ação, até que vi o quadro de seu
Márcio na parede em frente à cama, era uma pintura dele de rosto com uma
expressão séria, isso meio que me deu um aperto no coração e a ferramenta
decidiu emperra, ela olhou pra mim, depois de foca o acontecido, me perguntou o
que houve, eu respondi que era o quadro, ele meio que assustava, ela me chamou
de mole e tirou todo o vestido mostrando as curvas que fez a ferramenta voltar
à tona.
Daí
então, dona Camila deitou na cama, eu pulei em cima dela entrelaçando minha
coxa na sua, beijei teu pescoço, fiz massagem em teu corpo e quando decidi
encaixar o cano no ralo, eis que o quadro do seu Márcio fitou o seu olhar no
meu, fazendo a ferramenta emperrar novamente, ou na forma mais culta, eu
brochei pela segunda vez na mesma relação.
-
Nunca aconteceu isso comigo – eu disse a ela..
E
para minha defesa nunca tinha acontecido mesmo, aquela foi a primeira e última
vez que aconteceu algo assim comigo, eu sou uma cara de compromisso, aguento
todas que vim para os meus braços, o problema foi aquele quadro que olhava pra
mim me dando uma pena do coitado que estava trabalhando até tarde para alimentando
a mulher e os filhos, dando tudo de bom e do melhor, e a ingrata da esposa
ficava chifrando o homem de família e de responsabilidade com o encanador, que
sem querer me achar, é um gostosão.
Camila
que não era de desistir fácil insistiu novamente, mais quem disse que o filho
do papai aqui queria subir, queria nada, me abandonou geral, pois o bicho
quando quer funcionar faz maravilhas, mas quando brocha, me dá um desaponto que
me deixa sem ação.
Eu
então entrei no desespero, não porque tinha brochado diante daquele mulherão
todo, mais sim por causa do retrato do seu Marcio, é que me deu uma pena tão
grande que me fez chorar ali no meio da cama, eram lagrimas de arrependimento,
toda sexta feira eu ou ela arrumávamos um pretexto para uma rala e rola geral
na cama do advogado enquanto ele na empresa até altas horas, suando para dá, joias,
viagens e outros mimos luxuosos para a mulher sem vergonha.
Ela
então me vendo molhar seu travesseiro com meu choro sem nada a entender,
perguntou se eu tinha virado boiola, eu disse que não, que era culpa do quadro
que o marido dela havia colocado ali.
Desculpe
a maneira de como estou contando todo o ocorrido, mas é que acredito que fica
mais claro de entender todo o acontecido daquela tarde quase noite se eu
contasse dessa maneira, meio que com desrespeito ao senhor meritíssimo, por
isso perdão pela minha ignorância em relação ao uso correto das palavras.
Mas
continuando, ela vestiu o vestido e me mandou ir embora, nem me pagou o
serviço, me chutou pra fora de sua casa sem nem eu mesmo me vestir direito, sai
chorando de pena de seu Marcio, descamisado, somente com o macacão até a
cintura.
Eu
não sabia que aquele retrato era um disfarce para esconder uma câmara filmadora
pra pegar dona Camila em fragrante, nem mesmo que seu Marcio desconfiava da
traição, eu também fui pego de surpresa, eu juro seu juiz, me arrependo
completamente em ajudar à dona Camila à por um par de chifres em sua cabeça,
por isso lhe peço perdão seu Marcio.
Finalizando então,
entrei no carro e sai para casa, uns dias depois eu recebo uma intimação pra
depor contra ela e a favor de Marcio para a separação dos dois, eu fiz questão
de aceitar, ela não merece nenhum centavo da herança do advogado, espero que o
senhor tenha me entendido meritíssimo.(01 de julho de 2012 – Aracaju/SE)
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